Barco iluminado

 

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Sentei  na beira da praia. De repente um barquinho surgiu do nada como se tivesse brotado de dentro do mar. Assim: o oceano engole os barcos e depois devolve pra praia.  O barco balançava ao sabor das ondas e eu não tirava os olhos do mar. O mar já é vistoso por si só, sem enfeite, ainda mais quando se enfeita de barcos. Parecia um quadro vivo, sendo pintado naquele momento. É por isso que sou fotógrafa: para pintar instantes. Dei um adeus tímido para o barquinho. Não demorou muito para que sumisse da minha vista. Lembrei da cidade grande com seus carros velozes e a vida  apressada.  Aqui a vida anda devagar. Devagar devagar o barquinho chega. A beleza  da viagem também está no caminho.

Depois que a tarde caiu, eu me levantei da beira da praia. A menina que sentou ali sozinha, saiu uma mulher dona de si carregando seu próprio tempo nas costas. E como era leve o tempo- qual o barquinho se deslizando nas ondas do mar.

Cris Menezes

Memórias da primeira viagem solo. Foto  do post: praia de Iracema-Fortaleza CE. O barco da foto é o barco do qual eu falo no texto.

 

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